quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Universidade Sem Fronteiras - Couro de Peixe



Esse vídeo mostra uma entrevista feito pelos jornalistas do Universidade sem Fronteiras com pescadores do litoral do Paraná que vem utilizando a técnica de curtimento de couro de peixe para obter uma renda extra.

Osklen

      Uma marca criada  por Oskar Metsavaht em 1989 em Ipanema - RJ. É vista como uma marca casial chic, misturando urbano e natureza, global e local, orgânico e tecnológico com sofisticação. A Osklen hoje tem 41 lojas no Brasil, duas lojas em Milão, uma em Nova York, uma em Miami, em Tóquio, em Roma, além de showroom na Itália, França, Espanha, Grécia e Portugal. Exporta também para Bélgica, Chile e Oriente Médio.
A Osklen tem utilizado em suas coleções o couro de peixe, na confecção de bolsas, sapatos, tênis, mochilas e sandálias.


Foto: Divulgação


      Oskar Matsavaht também criou o"instituto e" que é uma associação privada civil sem fins lucrativos,  sediada no Rio de Janeiro, voltada para a promoção da vocação do Brasil como “país do desenvolvimento sustentável”. O e-fabrics é um projeto que foi lançado em janeiro de 2007 durante o  São Paulo Fashion Week. E tem a  missão de contribuir  com a moda brasileira pelo mundo, associando à sua sensualidade e criatividade, o valor de suas principais riquezas e singularidades: a biodiversidade as tradições culturais do país fazendo pesquisas e disponibilizando informações para o mercado. 
Foto: Divulgação



Foto: Divulgação



Mad Maria

     Empresa localizada em Londrina no interior do Paraná. 
     Trabalham com toda a cadeia produtiva do peixe, desde o alevino produzido, o abate no frigorífico, até a confecção de bolsas e acessórios

      O conceito da empresa Mad MAria é de que não basta apenas criar bolsas com qualidade. A moda, o couro de peixe, a beleza, é mais do que isso, ele é artesanal, consciente e ativa por um mundo melhor.
Foto: Mad Maria



quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Curtimento de peles de peixe com taninos vegetal e sintetico

      A resistência do couro é influenciada por fatores como: a espécie de peixe, idade ou peso, sentido da pele (transversal ou longitudinal, em relação ao comprimento do peixe), a conservação e o processo de curtimento. Este em função dos tipos e concentrações de produtos químicos utilizados (óleos, os diversos curtentes, ácidos e enzimas), o tempo e a ação mecânica em cada etapa do processo. 

     Esse artigo é sobre o  experimento  realizado no Laboratório de Processamento de Peles de Peixe e demais Espécies de Pequeno e Médio Porte da Universidade Estadual de Maringá, Estado do Paraná, localizado na Fazenda Experimental de Iguatemi (FEI).


Artigo completo: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/ActaSciAnimSci/article/view/5717/5717

REPÓRTER SIRLENE SANTOS. COURO DE PEIXE



Evento que ocorreu em Guarujá aonde o Biólogo Diogo Borges Rodrigues de Sá fez uma palestra sobre couro de peixe e o processo ecológico para o curtimento. Para o tingimento utilizam pigmentos naturais como flor de bananeira, semente de urucum, beterraba, entre outros materiais orgânicos.

Alguns peixes que tem a pele curtida

       Todos os pescados podem ter a sua pele curtida, mas alguns são mais utilizados para esse processamento. Os mais utilizados provenientes de água doce são a Tilápia ( produção vem crescendo rapidamente em função dos criatórios e do aumento da demanda pela carne do peixe), o Curimatã, Tambaqui, Carpa Comum, Carpa Prateada, Carpa Cabeça Grande, Carpa Capim, Dourado, Peroá, Pacú. E os peixes do mar são Tainha, Corvina, Linguado, Cação.
Couro de Pacú
Foto: Divulgação

Couro de tilápia Foto: Divulgação
Couro de Tambaqui
Foto: bibliodesign
Tênis Osklen couro de salmão
Foto: Divulgação



Couro de Dourado



Análise da pele de três espécies de peixes: histologia, morfometria e testes de resistência

O objetivo deste trabalho foi analisar a pele de três espécies de peixes (piavuçu Leporinus macrocephalus, pacu prata Mylossoma sp e piraputanga Brycon hilarii) através de análise histologica e morfometrica e testes de resistência após o curtimento.

Histologia da pele da carpa prateada (Hypophtalmichthys molitrix) e testes de resistência do couro

Artigo sobre estudos realizado com os objetivos de analisar a histologia da pele e avaliar a influência da técnica de curtimento e da posição da retirada do corpo-de-prova sobre a qualidade da pele de carpa prateada (Hypophtalmichthys molitrix).

Artigo completo: http://www.scielo.br/pdf/rbz/v35n4/03.pdf

Kawa Couro de Peixe

Foto: Ana Paula Dias

Cezar Kaziraki Ishikawa proprietário do pesque pague em Londrina, vê a sua produtividade como uma atividade viável e lucrativa. Dono da marca “Kawa Couros de Peixe”, o piscicultor faz uso exclusivo da pele obtida no abate de peixes do próprio pesqueiro, transformando-a em couro e utilizando na confecção de artigos como bolsas, casacos, cintos, calçados e acessórios.
Foto: Ana Paula Dias
Ishikawa destaca que as limitações maiores que ele enfrenta é o fornecimento regular de matéria prima de qualidade, mão de obra especializada e disponibilidade de equipamentos adequados e também ressalta a irregularidade do tamanho dos peixes, a forma incorreta como é retirada a pele e a falta de procedimentos adequados na conservação da pele como itens que podem comprometer o rendimento do trabalho.
Possui um curtume de pequeno porte, onde produz em média 150kg de couro por semana, faz todas as etapas do curtimento e então envia as mantas para artesãos com quem tem parceria para a confecção de bolsas, sapatos e acessórios.

A moda sustentável de Denusa Demarchi - Couro de Tilápia


Foto: Roberto Pantaleão

Grifes e estilistas já estão adotando a moda ecofashion, desenvolvendo roupas e acessórios com materiais sustentáveis. Denusa Bisewski Demarchi é um exemplo, estilista e empresaria, mora em Timbó, município vizinho de Blumenal, vem utilizado um material ecologicamente correto e economicamente viável para produzir bolsas, calçados e acessórios femininos. Esse material é o couro de peixe, que era descartado pelos abatedouros. Desde 2005 quando ela escolheu esse tema para o seu trabalho de conclusão do curso de Design de Moda do Centro Leonardo da Vinci (Uniasselvi) Denusa vem trabalhando e se aperfeiçoando. Durante 3 anos testou diferentes técnicas para o curtimento de couro de tilápia e hoje ela conta com seu próprio curtume que trata 300 kilos de couro a cada 2 meses.
            Um processo demorado e com várias etapas, inclui desde a retirada das escamas, tingimento até a secagem e amaciamento, em seguida vai para o ateliê da estilista e então é realizado o trabalho artesanal. As peças são abertas para promover o estiramento das fibras, depois de resortadas, as peles são montadas na modelagem, prensadas e costuradas. O resultado é uma coleção com peças únicas, originais e um cabamento de primeira linha. Além da beleza, há o alto valor agregado da consciência ecológica. 

Couro de Tilápia

A criação de tilápias tem tido um avanço substancial nos últimos anos, principalmente no Estado do Paraná, responsável pela maior parte desta produção de pescado de cativeiro.
Com o crescente desenvolvimento da tilapicultura, que está voltada principalmente para a obtenção de filé, têm-se os subprodutos e, dentre eles, a pele, que pode ser utilizada pela indústria coureira.
A UEM (Universidade Estadual de Maringá) tem feito estudos histológico da pele, principalmente da arquitetura das fibras colágenas, pois estas fibras são estruturas básicas que, segundo Hoinacki (1989), reagem com o curtente, transformando a pele em material imputrescível, com característica de maciez, de elasticidade e de resistência à tração.
Através desses estudos eles concluíram que pele da tilápia apresenta uma característica própria: na derme, as camadas de fibras colágenas se sobrepõem, ocorrendo uma “amarração” entre elas, formando feixes de fibras muito longos e bem orientados.
Devido à disposição destes feixes de fibras, a pele de peixe processada (curtida) adquire uma elevada resistência e grande maciez, o que possibilita seu aproveitamento para a confecção de muitos artefatos,destacando também o seu efeito ornamental.
A professora Maria Luiza Rodrigues de Souza do curso de zootecnia, alunos e outros profissionais, tem realizado pesquisas com o couro de tilápia, os temas vão desde a tecnologia para pele de peixe até avaliação da resistência da pele de tilápia. E ela resalta o quanto é importante esses estudos e adequação em técnicas de curtimento para as peles das diversas espécies de peixes, visto que cada uma apresenta sua característica própria de composição e estrutura histológica, influenciando na resistência do couro.

Foto Divulgação

Acessórios com couro de peixe.


Entrevista com a estilista e empresaria Denusa Demarchi. Nessa reportagem podemos ver como é feito o processamento, acabamento e comercialização do couro de tilápia.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Moda sustentável: Tem peixe no guarda-roupa


O video traz informações sobre o uso da pele de peixe, como matéria prima sustentável.


Estilistas de peso estão fazendo moda com materiais que costumavam ir para o lixo. É o caso de Valdemar Iódice, que depois de uma viagem à Amazônia, decidiu usar couro de peixe em sua última coleção de inverno. 



Associação Curtume do Couro do Peixe Ryo e Mar em parceria com Curso de Design de Produtos da UFPR

A Associação Curtume do Couro do Peixe Ryo e Mar desenvolve atividades e projetos que visem a produção de trabalho e renda a seus associados, inclusive promoções e ações sociais junto a comunidade local, visando o bem estar, a inclusão social, a produção e coleta sustentável, bem como a conservação ambiental da região de Guaratuba.

Em parceria com a Associação Curtume do Couro do Peixe Ryo e Mar o Curso de Design de Produtos da UFPR e outras instituições deram oportunidade para que os alunos tivessem um contato direto com artesãos e a criação de novos produtos. Os alunos conheceram outros modos de fazer design ao adaptarem tecnologias industriais para o contexto local.

Henrique Martins Godeny aluno do curso diz que trabalhar com o couro de peixe foi uma experiência muito interessante. Os alunos podem ver de perto todas as etapas de curtimento, armazenamento e utilização do material. Uma das questões mais bacanas é simplesmente o fato de reutilizar o couro, que antes era jogado fora após o peixe ser cortado em filé.

Ele acredita que o mercado para utilizar este material possui muito potencial para crescer, visto que as questões ambientais e sustentáveis estão cada vez mais em alta, além de ser um material resistente e nobre (comparado ao couro de jacaré, dentre outros...), proporcionando um produto final com mais valor agregado.
           
 Como resultado foram gerados 16 produtos. A expectativa é de aumento na geração de renda e entrada em novos mercados.
Fonte: Ryo e Mar - coleção 2011

domingo, 20 de novembro de 2011

Alguns dos couros de peixes mais utilizados

O couro de peixe é muito resistente e macio por suas fibras serem naturalmente entrelaçadas, é um produto nobre e de alta qualidade.


COURO DE SALMÃO
Forma e Textura: O couro de salmão são extremamente macios, resistentes e possuem um ótimo caimento. Sua característica principal á a homogeneidade nos desenhos de suas lamelas,  tem um visual de réptil que se destaca das outras peles de peixe
Um couro de salmão individual tem em média 70 centimetros de comprimento por 14 centimetro de largura, podendo ter variações em suas dimensões.
São bastante utilizados na produção de tênis, bolsas, artefatos em geral, vestuários, sapatos e até decoração de interiores.
Fonte: aguapé

COURO DE PESCADA AMARELA
Forma e Textura: o couro de pescada são macios, resistentes e tem como característica principal o formato arrepiado de suas lamelas.
Um couro de pescada tem em média 70 cm de comprimento por 15 cm de largura, variando suas dimensões.
São utilizados na produção de artefatos em geral, vestuários e sapatos.


COURO DE TILÁPIA
          Forma e Textura: o couro é bem macio e branco – quase transparente – ele é bem maleável e “aceita” tintura. Tem uma excelente estética e qualidade.
As mantas de tilápia são confeccionadas utilizando tilápias individuais que juntas proporcionam maior área para a fabricação de vestuários, sapatos, bolsas, etc.
As mantas medem 100cm de comprimento por 60 cm de largura.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Moda Recife



Saiu a programação completa do Moda Recife! O evento, aberto ao público, acontece no Shopping Paço Alfândega. Os desfiles começam a partir das 18h. 
25 de novembro (sexta-feira)
17h – Palestra – O futuro da moda e a sustentabilidade em Pernambuco
DESFILES:
Yanomami
Magali Marinho
Club Noir
Frederico Ferrera
02 Primas
Romildo Nascimento
Walério Araújo
26 de novembro (sábado)
17h – Lançamento – Coletivo Brasil Moda Sustentável e bate-papo
DESFILES:
Coletivo Brasil
Corpo seguro
Anunciada
Rush Praia
Bacchus
Handara
Pietro
Melk Zda
Sá Maria

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Couro de peixe em biquinis da marca "Couro Amazônia"

A marca Couro Amazônia surgiu a partir de uma idéia do reaproveitamento do couro de algumas espécies de peixes de pele que antes não eram aproveitados na comercialização, com a finalidade de promover a sustentabilidade e a inovação.
A professora do Centro Escola Mangue fala da iniciativa do local de fazer biquínis a partir do couro de peixe. 

www.courodaamazonia.blogspot.com

Alguns aspectos colocados por Carolina Fujita sobre a sua atuação com artesãos da região de Guaratuba



• Quando falamos em sustentabilidade, imagino a necessidade de observar o sistema que envolve a produção de couro de peixe na região da Guaratuba, assim como considerar aspectos socioeconômicos e ambientais. Essa cadeia envolve atores como os pescadores, que vendem e limpam a pele; as associadas que transformam em couro, tratam os resíduos, vendem o couro ou transformam em produtos (artesanato); o envolvimento com outras entidades como o SEBRAE, a ADETUR, a Prefeitura, o Governo Federal, etc. Fortalecer a cadeia do couro do peixe tem possibilidade de movimentar a economia da região.
• O couro de peixe é um material relativamente novo para o setor de moda (ou pelo menos não um material amplamente utilizado). Há fatores para ainda não ser tão utilizado, como a necessidade de melhoria produtiva, de qualidade, distribuição, além de questões administrativas por ser uma gestão por associativismo. Além dos fatores internos há fatores externos, como não existir um mercado consumidor formado.
• Imagino que, caso elas (as associadas) consigam gerar renda (atualmente elas mais investem do que ganham), há grande possibilidade de crescimento sustentado.

A Carolina Fujita é especialista em Gestão do Design pela Universidade Tuiuti do Paraná (2003) e graduada em Desenho Industrial pela Universidade Federal do Paraná (2001). Foi bolsista do Governo de Kyoto, tendo realizado treinamento na GK Kyoto Inc. Tem experiência na área de Desenho Industrial, com ênfase em Design de Produtos, Design Gráfico e Gestão do Design, atuando principalmente nos seguintes temas: design e cultura, gestão do design, artesanato, design social, reciclagem e sistema de coleta.

Atua na assessoria da ONG DIA (design inovação e arte) que foi criada em 2002. Composta por profissionais e estudantes de diferentes áreas, buscando criar oportunidades de inclusão social de grupos de pessoas, utilizando o desing, a inovação e a arte como instrumento de transformação, visando a melhoria da qualidade dos produtos, uso sustentável dos recursos naturais e valorizando o pequeno produtor.

Carolina Fujita
DIA | design inovação e arte
www.dia.org.br

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Couro Moda 2012


39ª Feira Internacional de Calçados, Artigos Esportivos e Artefatos de Couro 

Data e Horário: de 16 a 19 de janeiro de 2012
2ª a 4ª feira: das 10h às 20h
5ª feira: das 10h às 17h.

Local do evento: Pavilhão do Anhembi, situado na Av. Olavo Fontoura, 1.209 - São Paulo.

Acesso ao Anhembi: O pavilhão de exposições do Anhembi situa-se a apenas 20 minutos do aeroporto internacional de Guarulhos (São Paulo). Para automóveis ou táxis, o acesso é pela Av. Olavo Fontoura, 1.209. O estacionamento é pago diretamente no local.

Periodicidade: anual

Ingressos: a feira tem caráter profissional e é aberta somente a lojistas, empresários e pessoas que comprovarem sua ligação com o setor. O ingresso é gratuito, mediante convite ou credenciamento. Não é permitido o ingresso a menores de 14 anos, mesmo acompanhados.

Área total ocupada em 2011: 85 mil metros quadrados

Expositores em 2011: 1.100 empresas

Visitação em 2011: 89000 visitas profissionais

Compradores internacionais em 2011: 64 países

Produtos apresentados: calçados, tênis, artigos esportivos, artefatos de couro, confecções, acessórios de moda, produtos para equipar lojas, couros, componentes e tecnologia para calçados.

Realização:


Empreendimento:



ESCRITÓRIO CENTRAL
Rua Padre João Manuel, 923 - 6º andar
Cep: 01411-001 - São Paulo - SP
Fone: (11) 3897-6100
Fax: (11) 3897-6161
e-mail: couromoda@couromoda.com.br


Maior evento de moda e negócios do setor de calçados em toda América Latina

Feira Internacional de Calçados, Artigos Esportivos e Artefatos de Couro, a COUROMODA 2011 reuniu mais de 1.000 empresas expositoras, de porte grande, médio e micro, ocupando 51.000 m2 de área de exposição no Pavilhão do Anhembi/São Paulo, para apresentar as coleções outono-inverno de aproximadamente 2.000 marcas. Representando 13 Estados brasileiros, as empresas participantes da feira respondem por 90% da produção brasileira do setor, que hoje supera os 850 milhões de pares anuais.

Maior feira especializada na América Latina e segunda do mundo, a Couromoda reúne, a cada edição, empresários de toda a cadeia coureiro-calçadista do Brasil, setor que - dos curtumes às lojas de varejo - tem hoje um PIB superior a R$ 50 bilhões anuais e gera mais de 1 milhão de empregos diretos e indiretos. No mercado externo, em 2010, as vendas da cadeia couro-calçados alcançam cerca de US$ 4,3 bilhões, com superávit acima de US$ 3 bilhões.
89 mil visitas profissionais
A Couromoda recebeu em quatro dias de feira 89.000 visitas profissionais (incluindo lojistas de todo o Brasil, distribuidores e importadores de mais de 64 países), num grande encontro para falar de
moda, marketing e indicar os rumos que os negócios tomarão no primeiro semestre de 2011, no mercado doméstico e na exportação.

Tradicionalmente, é a partir da COUROMODA que a indústria calçadista inicia seu novo ano de trabalho e os negócios fechados e/ou encaminhados durante o evento respondem por até 30% das vendas anuais do setor. A 38ª edição da feira aconteceu em um momento de mercado interno muito aquecido e bem estruturado, com índices positivos de crescimento no varejo de calçados. 
A FEIRA EM TÓPICOS
• Mais de 1.000 empresas expositoras
• 2.000 marcas
• 13 Estados representados
• 51.000 m2 de área de estandes
• Ocupação total do pavilhão do Anhembi (85.000 m2)
• 89.000 visitas profissionais
• Compradores de 65 países, incluindo o Brasil
• Vendas correspondentes a 30% da produção anual da indústria calçadista

Clique aqui para ver os melhores momentos da Couromoda 2011!





COUROMODA 2012
16 a 19 de janeiro
Local: Anhembi Parque- São Paulo

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Péltica - Peles Especiais





A Péltica é uma empresa de peles especiais e dentre os produtos que ela comercializa está o couro de peixe. Eles trabalham com 3 espécies, o salmão, a tilápia e a pescada amarela.
Está localizada no município de Estância Velha, a 45 km de Porto Alegre-RS. Trabalham com uma tecnologia  que é livre de metais pesados,
Em 2010 em parceria com o Estilista Marcelo Sommer a Péltica esteve presente no SÃO PAULO FASHION WEEK um dos maiores eventos de moda, e assim puderam mostrar todo o charme e qualidade da pele de peixe.
A empresa pretende abrir uma filial no Amazonas, mas para isso ainda é preciso analisar se o mercado local da uma garantia de abastecimento de insumos.
"Já trabalhamos com o couro de peixes marítimos do Maranhão e do Pará. No Amazonas, além de evitar a poluição, podemos ganhar com uma matéria-prima nobre", afirma Alexandre Frasson, sócio na empresa.

De acordo com Frasson, o investimento para a instalação de um curtume com capacidade de processamento diário de 5.000 peles incluindo o tratamento de efluentes é estimado em cerca de R$ 2,5 milhões.
           Para incentivar os produtores, a empresa já realizou um curso que os ensinou a processar a pele de peixe. Também foram apresentadas as técnicas de curtume para a sua conservação, já que, enquanto não houver filial no Amazonas, o transporte até a indústria gaúcha será feito em caminhão.
         De acordo com Carvalho, o Inpa já havia tentado desenvolver a atividade na região. "Não vingou porque eles [os produtores] não quiseram fazer investimentos."
Porém, ele acredita que o envolvimento de empresas interessadas no produto "era o que faltava" para estimular a produção local.
www.peltica.com.br

Empreendimento sustentável

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Couro de tilápia é um artesanato lucrativo no sertão de Alagoas

Fonte:http://municipiosalagoanos.com.br
  


     O couro de tilápia que antes era descartado agora é transformado em produtos artesanais. Essa atividade tem sido uma nova fonte de renda para as famílias dos pescadores do sertão de Alagoas.
      Eles podem se beneficiar com a comercialização do couro vendendo a pele do peixeou aproveitar no artesanato.
      Para curtir o couro, os artesãos usam cascas de angico, uma árvore comum no sertão. É na sede da associação, no município de Piranhas, que os artesãos confeccionam as peças.
      Vários cursos de capacitação tem sido ofertado para que os artesãos possam se profissionalizar para no final ter um produto de qualidade.

1 - JMV TV - Variedades - 10-11-2010 - Denusa Demarchi - 01




Entrevista com a estilista timboense, Denusa Demarchi, mostrando sua criação. Bolsas confeccionadas com couro de peixe. Um trabalho surpreendente que vale a pena assistir e conhecer. 

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Transformação de couro de peixe em artesanato conquista prêmio nacional

Associação Curtume do Couro do Peixe Ryo e Mar, que reúne dez artesãs, em Guaratuba, transforma em couro o que antes era destinado como lixo e matéria-prima é utilizada para criar peças com toque artesanal; iniciativa ganhou o Prêmio Planeta Casa 2011, na categoria Ação Social.


A atividade pesqueira no litoral do Paraná gera renda e oportunidades de negócios. Em Guaratuba, o que era considerado resíduo da atividade econômica está mudando a vida de um grupo de artesãs. A Associação Curtume do Couro do Peixe Ryo e Mar reúne dez mulheres que trabalham para transformar em couro o que antes era tratado como lixo. Os restos da pele e escamas dos peixes viram matéria-prima, utilizada para criar peças com toque artesanal.

A característica sustentável da produção, que alia a preservação do meio ambiente com geração de renda às associadas, ganhou reconhecimento nacional. A Associação Curtume do Couro do Peixe Ryo Mar recebeu, em São Paulo, o Prêmio Planeta Casa 2011, na categoria Ação Social, no final de setembro.

A premiação é promovida pela Revista Casa Cláudia e pelo Portal Planeta Sustentável, ambos da Editora Abril, com o objetivo de valorizar e divulgar empresas e profissionais das áreas de arquitetura, construção e decoração que estão engajados na tarefa de conciliar conforto e bem-estar em residências com total respeito ao planeta. A primeira edição do Prêmio Planeta Casa foi realizada em 2002.

Ao longo de quase uma década, a premiação se consolida como uma vitrine de boas práticas. Uma marca para a Associação Curtume do Couro do Peixe Ryo e Mar, considera a presidente da entidade, Angela Sfrendrych. “Foi uma emoção muito grande receber o Prêmio, talvez a maior da minha vida. Quando iniciamos, as pessoas não acreditavam que daria certo. A premiação foi importante e vai abrir novos mercados para os nossos produtos, inclusive na área de decoração que valoriza o meio ambiente”, observa Angela Sfrendrych.

A conquista do Prêmio Planeta Casa coroa um trabalho realizado desde 2007. A presidente da associação, conta que, em 2006, um curso para ensinar pessoas da comunidade à técnica de curtimento do couro foi ministrado no Litoral. Foi nesse momento que, segundo ela, quatro mulheres corajosas decidiram investir na atividade e, assim, fundaram a Associação Curtume do Couro do Peixe Ryo e Mar. “Começamos a comprar a pele do peixe de pescadores que antes eram jogadas no lixo”, lembra Angela Sfrendrych.

A presidente destaca que a associação, com menos de cinco anos de atividade, mudou a vida das artesãs. Além de realização, o trabalho na entidade significou a elas a geração de recursos para complementar a renda familiar e oportunidades para conhecer novos lugares no Brasil. “A primeira viagem que fizemos foi para Ponta Grossa. Algumas delas não queriam nem entrar em elevador. Hoje, viajam de avião para participar de feiras”, conta orgulhosa a presidente empreendedora, que, por 18 anos, foi proprietária de uma papelaria e vendeu o pequeno negócio para se dedicar exclusivamente à associação.

Para a consultora do Sebrae/PR e gestora do projeto Turismo no Litoral do Paraná – Emoções o Ano Inteiro, Patrícia Albanez, além de representar uma marca para a associação, o Prêmio Planeta Casa contribuirá para aumentar a autoestima das artesãs, bem como será uma motivação para que elas desenvolvam trabalhos ainda melhores. “As artesãs, habituadas a um estilo de vida simples, muitas vezes não se viam como possíveis vencedoras do Prêmio e nem sempre davam a devida valorização ao próprio trabalho. Isso prova que as artesãs podem mais do que imaginam e são capazes de alçar voos maiores”, avalia Patrícia Albanez.

Ainda de acordo com a consultora, para o Sebrae/PR, que desenvolve em parceria com outras entidades o projeto Turismo no Litoral do Paraná – Emoções o Ano Inteiro, o reconhecimento conquistado com a premiação também é motivo de orgulho. “É uma forma de mostrar a essas empreendedoras que, com organização, profissionalismo, trabalho diferenciado e design, elas podem sim almejar mercados maiores e tornarem-se mais competitivas”, avalia Patrícia Albanez.

Novas ideias:
Na trajetória da Associação Curtume do Couro do Peixe Ryo e Mar, a parceria com instituições de apoio foi decisiva para fortalecer um modelo de gestão mais eficaz e focado nos benefícios do trabalho cooperado. Desde 2010, após uma ação realizada pelo Sebrae/PR em Guaratuba para levar as soluções da entidade a empresários e empreendedores, representantes da associação participam de iniciativas do Sebrae/PR, que atua, também, para fomentar o artesanato como uma atividade ligado ao turismo. Segundo Patrícia Albanez, o trabalho desenvolvido com a associação envolveu o esforço de técnicos da entidade que atuam em setores considerados estratégicos para o desenvolvimento do Paraná, como vestuário, turismo e empreendedorismo. “Foi uma atuação integrada”, destaca.

Nesse contexto, as artesãs passaram a receber orientações no âmbito da organização da associação, visando o planejamento estratégico da entidade, por meio do Programa Competitividade do Vestuário de Curitiba e Região. A consultora do Sebrae/PR e gestora da iniciativa, Adriana Kalinowski, explica que um dos objetivos das ações realizadas com a associação era aproximar as artesãs de pequenas confecções, inserindo o couro produzido em Guaratuba como um elemento diferencial na moda desenvolvida pelas empresas atendidas no Programa. “Uma empresa de Curitiba, que trabalha com esse conceito de sustentabilidade, já utilizou o couro da associação em sua coleção. Com o reconhecimento do Prêmio Planeta Casa acredito que as artesãs vão conseguir ampliar mercado pela visibilidade da premiação”, observa Adriana Kalinowski.

Para a consultora do Sebrae/PR, Edite Viana dos Santos Alves, que atua nas ações de empreendedorismo na região centro-sul e Litoral, as atividades realizadas foram importantes para fortalecer o grupo e incentivar as artesãs a trabalharem de forma cooperada, visando a lucratividade do negócio. “A metodologia utilizada também contribuiu para despertar o comportamento empreendedor dessas mulheres a inovar e buscar novos mercados. Muitas são mulheres de pescadores que usam a venda da produção para contribuir com a renda familiar. Percebemos que esse trabalho mudou o grupo”, avalia Edite Alves.

A realização de oficinas de design; e, também, o auxílio à busca por informações de mercado pertinentes para subsidiar a criação de novos produtos no segmento de vestuário, acessórios e souvenir também foram passos importantes no processo de preparar a associação para novos desafios.

Um exemplo desse trabalho foi aproximar as artesãs do conhecimento gerado nos bancos da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A parceria resultou em um linha com 20 produtos sustentáveis, criados levando em consideração as características da associação, bem como o incentivo à inovação e ao empreendedorismo, desenvolvida por alunos do curso de Design, da UFPR. Desses, 12 passarão por um processo de avaliação por representantes da associação no aspecto mercadológico. “Trabalhar com os estudantes foi bom e acreditamos que alguns produtos têm potencial. Uma experiência boa para ambas as partes”, define Angela Sfrendrych.

O professor da UFPR, Ken Fonseca, que coordenou o trabalho dos estudantes de Design, observa que aliar prática à teoria significa um ganho significativo para os futuros profissionais. “Você não consegue aprender sem fazer. Com certeza foi uma troca”, diz. Para Ken Fonseca, a conquista do Prêmio Planeta Casa é resultado de um trabalho que uniu atores importantes no processo de desenvolvimento da associação, que alia a expertise de instituições e a comunidade.

Já a presidente conta que as artesãs sentiam necessidade de melhorar os produtos, bem como expandir os canais de comercialização. “As oficinas de design foram importantes e, também, não adianta produzir peças muito bonitas e vender apenas aqui”, avalia. A estratégia, segundo Angela Sfrendrych, é fechar parcerias com os hotéis de Guaratuba para divulgar o trabalho da associação aos turistas. “Nossa ideia é trazer os visitantes para conhecer todo o processo que transforma a pele do peixe em couro. Desde a aplicação de efluentes até o tingimento, e como essa matéria-prima é usada para a produção das peças. E, ainda, intensificar a participação em feiras, em todo o País.”
Angela Sfrendrych ainda destaca que, desde o início das atividades, a associação buscou o licenciamento para o processamento de efluentes, que foi concedido pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), para não poluir o meio ambiente.

Informações para a imprensa:
Giselle Ritzmann Loures - (41) 3330-5846 / (41) 9629-0002
Agência Sebrae de Notícias no Paraná (
http://asn.sebraepr.com.br)          sebrae@pr.sebrae.com.br 
Coordenação: Leandro Donatti - Registro Profissional 2874/11/57-PR
Telefone: (41) 3330-5895 ou (41) 9962-1754

Processo couro de tilapia - GEMAq



      O Grupo de Estudos de Manejo na Aquicultura - GEMAq foi criado  na Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Campus de Toledo. Esse vídeo traz o processo do couro de tilápia de uma forma que não agrida o meio ambiente e os materiais que podem ser produzidos com esta pele.


Fonte: GEMAq

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Pele de peixe: uma nova alternativa para o design sustentável



Os couros exóticos (couros de peixe, rã e avestruz), também conhecidos como bio-leather ou couro ecológico, se apresentam como mais uma alternativa na busca por novas soluções que contribuam para o desenvolvimento sustentável, desde sua origem até sua reintegração à natureza. A pele de peixe é um material diferenciado e resistente, cujo processo de produção pode se adequar às leis de preservação e sustentabilidade, gerando novas possibilidades de renda através do aproveitamento da pele. A pele, que teria como destino o lixo, está ganhando novo mercado e transformando-se em um material rentável e com grande padrão de qualidade. Sua aplicação abrange desde a fabricação de bolsas, calçados e vestuário até a confecção de móveis e acessórios (MONSUETO, 2008).

Fig1- Mesa em couro de Salmão
Fonte: Kaeru
A empresa Puma, que atua no segmento esportivo, foi pioneira na fabricação de tênis de pele de Alosa, uma espécie de peixe que vive no Atlântico Sul. O modelo chama a atenção pela elasticidade e resistência da pele que, mesmo possuindo 0,6mm de espessura, ainda é duas vezes mais forte que o couro bovino (RIBEIRO, 2004). Além da diferenciação e inovação, o couro do peixe apresenta muita resistência à tração e ao rasgamento, uma vez que suas fibras são naturalmente entrelaçadas. Os peixes mais utilizados para o aproveitamento da pele são a Tilápia, Pescada Amarela, Salmão, Dourado, Matrinxã, Pacu, Tainha, e outros.
O tamanho do couro do peixe, fator limitante em sua utilização, foi superado através de um exclusivo processo de soldagem desenvolvido pela indústria Nova Kaeru, especialista no curtimento de peles exóticas, onde pequenos pedaços de couro são “colados” entre si formando mantas de até 100x60cm, ampliando as possibilidades de aplicação. A empresa oferece opções de acabamento nos tipos prensado, chapado e arrepiado, resultando em peças singulares, maleáveis, macias e resistentes que surpreendem o consumidor, proporcionando diversas opções de aplicação e textura (FILGUEIRAS, 2002).

Fig 2 - Pequenos pedaços de couro de Tilápia soldados formando uma manta com 100x60cm.Fonte: Kaeru


Por: JULIANA CARDOSO, professora do Curso de Design de Interiores da Faculdade de Arquitetura Urbanismo e Design da Universidade Federal de Uberlândia -UFU.